foto: reproduçãodomingo, novembro 29, 2009
foto: reproduçãoterça-feira, outubro 13, 2009
Acostumados com uma relação cheia de amor, onde o poder se alternava num jogo de sedução, segredos, carícias e as desavenças habituais que todo casal normal vivencia, eles se deparavam ali, lado a lado, não dividindo apenas a mesma cama, mas a sala de reuniões, os eventos profissionais e as viagens de negócio. Há relação que agüente tudo isso, esse excesso de presença um do outro, até no ambiente de trabalho? Acredite, pois existem relacionamentos que perduram deste modo. Ela se sentia confortável em saber que ele estava presente na sala ao lado e que se batesse aquela saudade, sorrateiramente levaria a ele um impresso qualquer, sem importância alguma, só para matar o desejo de vê-lo. Apenas isso, vê-lo. Nada de beijos e mãos dados pelos corredores da empresa. Como eram sábios e corretos. Vendo os dois trabalhando, com o passar do tempo notava-se que a cumplicidade entre eles só aumentava. Ciúme obsessivo, desses que as mulheres têm, aliados a possessão e curiosidade em controlar telefonemas e emails não caberia naquela relação. Se algum dia for trabalhar com seu marido, livre-se dessas características, ou melhor, livre-se delas independentemente da situação, ou seu casamento estará fadado às ruínas. Quem achava que eles não tinham tempo para sentir saudade um do outro, enganava-se redondamente. Após o expediente voavam para casa e assim como qualquer casal, namoravam, assistiam TV e trocavam suas experiências do dia. Problemas do trabalho eram discutidos no trabalho, problemas de casa, discutidos em casa. Ótimo, pois não há nada mais desagradável que presenciar uma briga de casal, aliás, presenciar qualquer briga acaba por ser uma agressão a nós mesmos. Viva e não se permita presenciá-las. Será melhor! Sem nenhuma fórmula mágica, o amor e a sabedoria andavam juntos naquela relação, assim como toda relação deveria ser, enriquecedora em todos os sentidos.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Existem situações que são inevitáveis. Com ela foi assim ao se apaixonar loucamente por aquele homem mais velho que poderia perfeitamente ser seu pai na fila do supermercado ou dirigindo o carro. Seus cabelos grisalhos, exalando sedução, inteligência e experiência de vida, fez com que ela ficasse totalmente atraída por ele. Não mexeu uma palha para tentar esquecer aquele quarentão e de cara encarnou o estilo Lolita do russo Vladimir Nabokov - livro publicado em 1955. Corpo de menina, meio mulher, ela o seduzia com seu olhar inocente, na certeza de que o teria. As mulheres que tem uma caidinha por homens mais velhos na realidade querem estabilidade, segurança afetiva, emocional e porque não material? Na verdade todos nós necessitamos de segurança. Ela queria um homem experiente e o teve. Ele então lhe deu a experiência que tanto queria e em troca recebeu frescor, sonhos e planos, como se tudo na sua vida tivesse voltado no tempo. Ao lado dela se sentia mais forte, potente e útil. Com aquele namoro ele esbanjava vitalidade e divertimento. No quesito a dois ele só tinha uma preocupação, a de lhe proporcionar prazer intenso. Está gostando da idéia? Ela adorava tudo, principalmente as preliminares, quanta criatividade! A maturidade dele era sem dúvida um grande atrativo, até que ela descobriu que com os anos de vida ele também carregava um kit família. Que situação! Ex-mulher e filhos. Levantou então a bandeira branca a seu favor. Dos filhos dele se tornou amiga e foi aceita no território. A ex, fingiu que não existia, pelo menos tentava. O mais inusitado foi quando alguma de suas amigas a perguntou se os filhos dele eram gatinhos. O que ela respondeu? O que conveio no momento, nessas horas não existe regras de etiqueta para serem seguidas. Alguns familiares torceram o nariz para a relação. Então eles ligaram o foda-se e lembraram a todos quem pagava suas contas. Nesse jogo de desejos, vaidade e poder, eles se conquistaram, cada um com seu fascínio.
domingo, setembro 13, 2009
Se tivesse vivido séculos passados, com certeza ela seria filha de um barão, desses bem ricos, donos de muitos escravos. Seria também totalmente contra a escravidão e a melhor amiga de Princesa Isabel. Testemunharia a amiga oferecendo-a uma caneta de pena para assinar a Lei Áurea, libertando todos os negros de tamanha crueldade. Pouco importaria com sua nobreza familiar, abriria mão de um casamento armado, imposto por sua família e sem amor, para viver uma grande paixão ao lado de seu príncipe africano. Essa paixão fervorosa com gostinho proibido, descumprindo todas as ordens do pai e da sociedade da época, teria mais forças e resistiria a qualquer obstáculo imposto. Com a efervescência do amor, da liberdade e da igualdade, já no século XXI, ele estava bem ali, não numa senzala, mas na academia, ao lado de uma dama branca. Seus atributos, sua beleza física e aquele seu gingando solto no andar, assim como os de seus ancestrais, a deixava calorosa a espera de seus beijos e carinhos durante a execução dos exercícios. Muitos ali se indagavam, tentando imaginar qual seria o sabor daquele beijo vindo daqueles lábios. Ela sem pudor algum, respondia a todas as perguntas feitas por pensamentos alheios e para os quatro cantos do mundo, que aquele era o melhor beijo que já havia recebido. Formavam um belo casal, afinal de contas, cada um tinha a sua beleza e o mais importante, irradiavam o amor. Ela branca e ele negro. Enganava-se quem enxergava aquele relacionamento inter-racial como uma relação baseada por algum tipo de interesse. Pensar que aquela união só existiria por um possível prestígio social ou dinheiro era sem cogitação. Pensamento mais que ultrapassado! O amor não escolhe cor. Aquele definitivamente era o relacionamento mais puro já visto. Comprovado através dos olhares cúmplices de um para o outro. Da academia eles saiam sempre de mãos dadas, olhares medíocres e preconceituosos tentavam os censurar, comentários maldosos eram sussurrados, mas o melhor era vê-los todos os dias, juntos, se entregando ao amor e no final trocando aquele beijo.
domingo, agosto 02, 2009
domingo, julho 26, 2009
Sinal de “eu te amo’’Sexta-feira à noite, bar lotado, ela resolve levantar para retocar a maquiagem no banheiro, mas na verdade o que queria mesmo era conferir quem de interessante marcava presença no ambiente. Tenho uma amiga que diz que é geralmente no caminho do toalete que acontecem as grandes surpresas, bom pelo menos para ela é assim. Em sua frente dois caras gesticulando, sinais e mais sinais com as mãos e toda aquela confusão aparentemente armada para chamar a sua atenção. Ela com duas doses de dry martini, entra na brincadeira e começa a gesticular na tentativa de interagir, afinal de contas, os caras eram totalmente atraentes. Poucos segundos, já não entendendo mais nada, ela descobre que na realidade, os dois eram surdos! Tudo explicado e muito complicado agora para o lado dela. Não entendendo quase nada, eis que ele gentilmente tira do bolso o celular e começa a escrever mensagens e mais mensagens para se comunicar com ela. Bendito seja o celular, salva a gente de cada uma! Ela foi gostando da situação e logo foi aprendendo uns sinais, se saindo bem na comunicação. Teve atitude e não criou nenhuma barreira em relação aquela deficiência. Aos poucos foi aprendendo que ao invés de falar no pé do ouvido, deve-se olhar dentro dos olhos e falar pausadamente; que para começar uma conversa, basta tocar levemente em seu braço. E assim foi acontecendo aquela noite e eles adorando toda a situação. A música estava rolando e ela quis saber como é que eles dançavam uma vez que não ouviam o som. Na verdade, eles sentem o som pelas vibrações das pernas e dos pés, e de quebra, dão aquela olhadinha para os que dançam. É de arrepiar! Foi numa dessas olhadinhas que um deles arrancou um super beijo dela. Sem palavras, afinal de contas, naquela situação elas não serviriam para nada, ela retribuiu todo aquele afeto. Tem momentos na vida que valem a pena serem vividos fora do convencional, digo sair do nosso habitual, do que estamos acostumados. Devemos nos permitir experimentar outros “mundos”, conhecer o outro lado da história. Parece muito louco falar de dois mundos, mas é assim que alguns surdos classificam o mundo: os das pessoas que ouvem (os ouvintes como eles classificam) e dos surdos. Vamos fazer com que estes dois mundos se unam, e então trocar experiências, comportamentos e aprendizados. Devemos respeitar todas as formas de comunicação e estar receptivas a elas. Sabe aquela história de que todo amor é cego, surdo e mudo. Pois bem, o dela agora era só surdo!
segunda-feira, junho 22, 2009
Casamenteira Na busca incessante por um marido, ela com seus 25 anos, já começava sua caça pelos arredores da cidade, coitada, sem muita opção. Da sua tia ouviu diversas vezes que marido não se conhecia em balada e sim no acaso, na padaria, no açougue ou escolhendo tomate no mercadinho. Ave Maria! Se tivesse esse pensamento aparentemente limitado nos dias de hoje, talvez não teria seu desejo concretizado. Muito mimada, nunca havia pisado num destes lugares anteriormente, a não ser quando sua mãe viajava e ela depois de muita coragem, concentração e meditação, saia de casa para comprar um congelado no supermercado. Inúmeras foram às vezes que ela, bela no vestido colado, cabelo escovado, unhas feitas e perfume fatal, saía para balada a procura de seu amor. Dessas aventuras, trazia de volta apenas ilusões, junto ao corpo cansado e a maquiagem desfeita, misturados no cheiro insuportável de cigarro, do ambiente fechado. As palavras de sua tia faziam certo sentido. Alguma mulher aí poderia fazer um bem social e compartilhar com as outras, revelando a onde estão os homens que querem se tornar maridos? Provavelmente essa espécie encontra-se na lista dos vivos em extinção e esse segredo por mais amigas que sejam uma das outras, mulher nenhuma compartilha, todas querem o seu e ponto final. Se você foi apresentada ao seu marido por uma amiga, considere-se a minoria nos dados estatísticos. Continuando sua incansável busca, nada de acasos e baladas, ela quis inovar, fisgou seu marido na internet. Irreverente, não? Meio de conhecer outras pessoas e que vem ficando cada vez mais natural, talvez nem tanto para sua avó, a internet ultrapassa qualquer barreira ou alfândega pelo mundo. Das conversas em salas de bate papo, para algo mais íntimo digamos assim, se adicionaram no msn. O namoro virtual começou com intermináveis trocas de fotos, canções, cartas vindas pelo correio para deixar a coisa com um toque romântico, presentes entregues nas datas especiais e muito sexo virtual para agüentar a fissura do tão sonhado primeiro encontro, isso sem falar das diversas noites mal dormidas, quando os apaixonados se revezavam nas madrugadas, tidos como reféns do fuso-horário. Quem diria a internet que surgiu no período da guerra fria para a troca de informações militares, hoje da uma de cupido e facilita um tanto a aproximação das pessoas. O primeiro encontro já aconteceu e mais apaixonados eles estão. Se deram tão bem e tiveram sorte, afinal de contas não é todo dia que uma história virtual atravessa fronteiras e tem um final feliz. Estão programando o casamento que acontecerá aqui no Brasil e com transmissão virtual pela internet para os convidados que estarão do outro lado do mundo. Disso tudo, dêem graças à “santa internet”, continuem agarradas com Santo Antônio, pois pode ser que numa dessas viagens virtuais você descubra qual é o endereço deste homem que quer se casar!
quarta-feira, junho 17, 2009
domingo, maio 24, 2009
Dois Novos Amores
Há um mês da programada viagem para a fabulosa London city, ela resolve conhecer seu mais novo grande amor. Resolve não, porque se tivesse que resolver se apaixonar na véspera do embarque, jamais submeteria a este, digamos assim, contratempo amoroso. Justo no momento em que se permitiu sentir livre, longe de todos, sem apego a ninguém, eis que este rápido amor surge, sem ao menos dar a chance de defesa. Depois de médicos, advogados, professores e empresários, diferentes de todos que já teve, com suas palavras doces e seu jeito tranqüilo, às vezes meio aéreo, ela se vê invadida pelo amor de um artista plástico. Tudo muito rápido, assim como as coisas acontecem hoje. Se apaixonou ontem e viajaria amanhã. Foi assim, tão de repente e quando se deu conta, já estava na porta do museu internacional britânico de arte moderna, a Tate Modern. Indicado por quem? Por seu fast lover, claro! Entrando no clima e já enrolando seu inglês, se viu entusiasmada por este amor, querendo respirá-lo, senti-lo bem perto e conhece-lo mais, saber de seus interesses, do que o faz mover. Ela foi então apresentada ao artista plástico Cildo Meireles, ou melhor, pôde conhecer sua mostra que acontecia na Tate. Meireles é considerado um dos mais importantes artistas da nossa cena contemporânea. Ele é um artista brasileiro. Vai me dizer que nunca ouviu falar dele? Tudo bem, está perdoado, ela também não conhecia seu trabalho até então. A mídia não costuma explorar a fundo as artes plásticas em suas pautas, não a privilegia o quanto deveria. O jeito é você ligar o radar e ir em busca desta informação ou se preferir, se apaixonar por um artista plástico. Qual a melhor opção? Não importa, o que importa é que na mostra ela conheceu mais sobre o mundo das artes plásticas, de quem a vive. Nas salas da mostra de Cildo, somos convidados a interagir com seis mil fitas métricas e mil relógios (”Fontes”), na outra com uma torre de rádios sintonizados em estações diversas (”Babel”), ou ainda no quadrado onde você pisa em milhares de moedas, literalmente andando sobre dinheiro (“Mission/Missions”). No Brasil Cildo tem seu trabalho (“Desvio para o vermelho”) exposto no Instituo Cultural Inhotim (Minas Gerias). Ela jamais imaginaria pisar ali, sua intenção mesmo era conhecer todos os pubs londrinos, aqueles famosos inferninhos noturnos. Tudo mudou! Como valeu a pena se apaixonar na véspera daquele embarque. Ela conheceu um novo mundo. Agora, de volta ao Brasil, tem dois novos amores: as artes plásticas e o tal artista plástico. Faça o mesmo, se permita, apaixone-se também e aproveite para vivenciar possibilidades e apreciar coisas novas.
domingo, fevereiro 15, 2009
domingo, janeiro 04, 2009

segunda-feira, dezembro 29, 2008
Final de ano é uma loucura, tudo parece acontecer ao mesmo tempo e tempo para resolver tudo é o que menos temos. Quero comprar tempo. Tem tempo pra vender aí moço? Nessa época começam os preparativos para as festividades e as listas: de presente de natal, do que levar na viagem, o que comprar para comer, beber, lista de quem convidar para a ceia, enfim, tudo tem de estar listado para na faltar. Já incluiu seu presente na lista de natal? Eu já! Corre que ainda dá tempo. O meu na verdade, escolhi quase que de ultima hora. E na lista das coisas que farei no próximo ano, coloquei que pretendo não deixar para resolver qualquer coisa de ultima hora. Prometo tentar! Se bem que o que escolhi valeu a pena ter deixado para ultima hora. Quero o novo livro de Malluh Praxedes intulado “Qualquer Mulher tem um Diário Qualquer”, lançado a pouco para nós. Depois de ler sobre o seu mais recente livro, resolvi jogar no google e descobrir o que esta mulher multi-habilidades faz. Jornalista, poeta, contista, letrista, produtora cultural, artista, admirada e respeitada por muitos. Ela é tudo isso e mais um pouco. Quero descobrir o que essa Malluh tem para contar das mulheres. E é sobre o universo feminino que ela, melhor do que ninguém vem nos contar através de seu livro. Ela escreve assim, do jeito que a gente fala. Assumidamente ousada, já foi procurada pela revista Cláudia, Isto é Minas e ganhou um prêmio na Argentina. Malluh tem muito a dizer sobre as mulheres. Vinda de uma família formada por sete delas: muitas tias, primas, empregadas, lavadeiras, passadeiras, arrumadeiras, babás e afins. Em seus relatos, traduz o íntimo de uma mulher, uma não, várias mulheres facetadas que vivem intensamente seus altos e baixos, suas contradições, seus amores e paixões. Em uma de suas entrevistas, disse que não escreve pensando no julgamento que os leitores farão e sim por realização e satisfação. De tal modo devemos viver assim, livres de julgamentos, realizando todos os nossos sonhos sempre. Através das várias mulheres de Malluh, aprenderemos um pouco com o inesperado feminino. Tive a sorte de descobrir o livro da Malluh e desejo que neste finalzinho de ano você também a descubra. Feliz Natal e boa leitura!
Tenho que confessar, estou em crise. Mas que crise? A mesma que você está. Você está em crise, acredite. Não te disseram? O mundo está em crise. É o que dizem as primeiras páginas de todos os jornais do mundo. Essa tal crise é um pouco diferente das que conhecemos por aí. Tem mulher por exemplo, que passa uma crise brava por causa de seu cabelo. Não sabe se deixa ele comprido ou se corta. Se corta, quer logo botar um megahair. Daí vem a outra crise. Fazer mecha ou não, anelar ou alisar. Que crise! Mas a crise que estou falando, é a crise hit do momento, mais famosa que qualquer popstar e corte de cabelo. Essa comentada crise é importada, made in mercado imobiliário americano, com a participação dos bancos. E o que isso tem a ver com a crise da mulher na escolha do corte do cabelo? Bom, não deixa de ser uma crise. Mulher quando está em crise com seu cabelo, sai de baixo. Assim como a moda dos cabelos vai e volta, a crise financeira voltou e tem bastante semelhança com a crise financeira de 1873, época em que Gabrielle Bonheur Chanel, estilista francesa, introduziu na alta moda feminina, o uso dos cabelos curtos. Então, se você ainda tem dúvidas em relação ao seu cabelo, corte-os, mas curtos, seguindo a tendência da crise, assim como fez Danuza Leão. Agora, se ela baseou seu corte na crise, disso eu não sei, mas que ficou um espetáculo, ficou. Uma coisa é fato, essa crise pegou todo mundo que nem epidemia. Não a medicina que te livre desse mal. Previna-se para a situação não piorar. Sentado no consultório, aguardando para ser atendido, um paciente senta ao meu lado e reclama do mercado imobiliário americano. Curioso que não sou, perguntei se ele tinha casa lá. Vai que a amizade se aprofunda e posso passar uns dias por lá. Mas ele disse que não tinha. Continuando o papo, ele também reclamou que as ações da bolsa (não é a Lui Vuitton) estavam caindo buraco abaixo. Perguntei então se ele tinha ações, daí ele respondeu que não. Pra que reclamar então? Disse pra ele fazer que nem um conhecido meu e aproveitar para comprar ações com preços baratinhos que nem liquidação de verão. Vai que amanhã o valor da bolsa sobe e você se torna o mais novo milionário do pedaço. O momento pode ser esse! Essa crise é convidada ilustre de qualquer evento ou ocasião. Ela já está na sua lista de final de ano? Não se esqueça dela! Na palestra de Gustavo Cerbasi, (autor dos livros: Casais inteligentes enriquecem juntos e Investimentos Inteligentes) ela foi assunto discutido logo no início. De tudo que foi dito por ele, uma coisa parece ser otimista, a de que o Brasil sairá mais forte da crise do que entrou. Será? Bom, espero que sim! Espero também que seu cabelo saia mais forte depois de tanto estica e puxa, põe e tira. Oh crise!
terça-feira, outubro 14, 2008
domingo, outubro 12, 2008
É anunciar uma gravidez, sem nem mesmo a barriga ter apontado e você já ganha o título de mãe. Sim, é um ganho, um presente de Deus, este que nos dita em seus mandamentos, honrá-la por toda sua vida. A boa e velha mãe, talvez nem tão velha, pois o que se vê por aí são mães cada vez mais jovens e inexperientes na educação de seus filhos. Algumas até tirando licença-maternidade ainda no colegial. Velha ou nova será que existe uma mãe ideal? São tantos tipos que ficaria impossível listar todos os estilos de mãe para no final eleger o modelo ideal. A melhor mãe é sem dúvida a sua mãe. Elas são que nem endereço, cada um tem a sua, mesmo estando no céu, guiando e protegendo nossos passos, às vezes desastrosos e meio complicados nesse nosso mundinho cada dia mais louco. Há alguns homens que se sentem como as mães. Querem também ficar “grávidos” junto de suas esposas. Arriscam até um enjôozinho, tem desejos de comer qualquer coisa dificílima de encontrar na madrugada e até tiram uns dias de licença pós parto. Exageros a parte, há certas mães que também precisam de um manual de etiqueta e bons modos para se comportar diante de seus filhos. É cada situação que elas fazem os filhos passar, que Glorinha Kalil até poderia pensar nesse tema para o seu próximo livro: “Mães também devem se comportar”. Falo daquelas mães palpiteiras, que não são convidadas e estão lá enfiando o nariz no lugar errado. Palpite é sempre válido, mas quando solicitado. Então para não ouvir o que não quer, contente em ficar calada em certas ocasiões. Os filhos precisam de liberdade para expressar, sentir e formar uma opinião própria. E se for dizer algo, não diga tudo que está engasgado em sua garganta de uma só vez, poderá ser desastroso e depois a culpa cairá todinha em você. E quando a mãe inventa de ficar escolhendo namorada para o filho. Essa presta, aquela não te dará futuro, ela não gosta de mim, está te fazendo de palhaço e por aí vai. Lembre-se, não é você quem vai namorar, agora é a vez dele! E a mãe que faz o tipo telefonista, não para de ligar um minuto. Quer saber cada passo de seu filho e consegue ser mais habilidosa que detetive profissional. Bendita modernidade que inventaram o celular! Tudo tem limite. Se você não confia em seu filho e precisa ligar para ele o tempo todo é sinal de que a relação entre vocês tem de ser reavaliada. Ao invés do monitoramento por celular pense num diálogo olho no olho. E o tipo de mãe que compete sem pudor algum com a filha? Todo mundo sabe que as mulheres competem instintivamente uma com as outras, seja no vestido mais bonito, no cabelo mais sedoso, no corpo sem celulite e no rosto sem rugas. E lá vem a mãe querendo ser a irmã mais nova da própria filha. Surgem então às comparações de quem é a mais paquerada na rua, quem ganha mais cantada, típica da mãe recém separada que quer provar enquanto ainda pode. E quando ela cisma de namorar o amigo da filha? Graças às cirurgias plásticas, as mães realmente estão cada vez mais rejuvenescidas, o que não lhe da o direito de ser imatura a ponto de uma rixa familiar. Nada contra as mães separadas que buscam um novo amor, mas apelar a ponto de disputar com a filha, isso com certeza não é sensato. É preciso ter discernimento nestas situações, saber diferenciar e se posicionar como mãe, orientar, participar da vida do filho e em momentos certos deixá-lo fazer suas próprias escolhas e acima de tudo aceitá-las. De qualquer forma, mãe é tudo na vida de um filho, sempre faz falta. Cada uma no seu estilo, elas são insubstituíveis com ou sem o manual de comportamento, mesmo, às vezes merecendo um puxão de orelha.
sábado, setembro 20, 2008
Todos nós somos caracterizados por defeitos e qualidades. Algumas dessas características são mais evidentes que as outras e juntas formam o que somos. Se tivesse que descrever aqui todas as minhas qualidades, num minuto pipocariam milhares delas em minha mente. Tente então encontrar três defeitos seus, ou melhor, três pontos a serem desenvolvidos em você, assim como gostam de falar os psicólogos. Com certeza o tempo gasto para a seleção de nossos defeitos é bem maior em relação à seleção de nossas qualidades. Fiquei mais ou menos uns dois dias no trabalho de listar meus defeitos, mas não foi pela quantidade existente deles o motivo de levar tanto tempo. Foi mesmo pela dificuldade em assumir e encara-los propriamente dito. Isso dói. Às vezes preferimos ficar cegos, surdos, mudos e não revela-los nem a nós mesmos, defeito esse, que todo mundo já conhece. A voz da consciência é dura, mil vezes pior que bronca de mãe e de pai. Mas um defeito, a maioria nós podemos assumir ter, não que os outros não devam ser encarados de frente e não assumidos. Falo da ansiedade. Esse defeito é sim, quase que unânime entre nós. A ansiedade nos faz sentir inseguros no presente e incertos do futuro. E tem aquele que sempre solta a frase: “Viva o hoje, sinta o momento e ligue o foda-se”. Desculpe a expressão, mas é isso mesmo. Se fosse fácil agir assim, resolveríamos de letra e eliminaríamos esse tal defeito de vez. Sem chance! Defeitos não são descartados facilmente, leva um pouco de tempo. E é nesse espaço de tempo que pensamentos catastróficos invadem nossas mentes. Imaginamos que tudo vai dar errado e conspirar contra nós. Algo bem pessimista, outro defeito que nos ronda. Existem algumas mulheres, que mal conhecem um homem e já começam com o discurso. Será que ele vai me ligar? Vai me pedir em namoro? Vai dar certo? Pare um pouco de pensar no futuro. O grande problema das pessoas ansiosas é o sofrimento de véspera. Dê o perdido na ansiedade. Ao invés de sofrer imaginando que o pior está por vir, pense o contrário. Pense positivo e não dê uma importância exagerada para as coisas. Não digo para vocês se transformarem em irresponsáveis, mas para deixarem as coisas acontecerem naturalmente. E se de tudo não der certo, ria, ria muito. Ridicularize seus medos e seus pensamentos negativos, assim verá o quanto eles são insignificantes e o quanto faz bem rir.
sábado, setembro 06, 2008
foto: reproduçãoNada é mais envolvente que o início de um namoro. Período em que os apaixonados estão se conhecendo, experimentando e descobrindo sensações. Querem estar juntos o tempo todo. Onde a conversa acontece olho no olho e qualquer carinho ou palavra sussurrada no ouvido, provoca devastadores arrepios. Cada casal tem seu jeito de namorar, seus sonhos a realizar, suas regras, o que pode no relacionamento, o que não pode e assim vão se entendendo e construindo suas histórias. Mas o que fazer quando este namoro, tão cúmplice e verdadeiro tem de ser às escondidas? Vale a pena namorar escondido? Se vale, só vivendo esse amor. Ter flexibilidade e abrir mão de determinadas situações são imprescindíveis. Perder a festa de formatura, ter seu nome trocado na agenda do celular para não dar bandeira, ficar só sábado à noite por causa de uma festa da família, não conhecer a sogra, opa! essa até que compensa de abrir mão. Mas a verdade é que muitos casais por diversas circunstâncias acabam não tendo escolhas e mantêm suas relações como preciosos segredos, jamais revelados. Diversas são as razões que levam uma pessoa a esconder o namoro, seja pelo fato da família ser contra, preconceito pela cor da pele, idade, classe social e até por um dos parceiros já possuir uma família formada anteriormente. Há quem diga que namorar escondido é bem melhor, mais divertido por causa do perigo. Fica mais picante, digamos assim. Namorar as escondidas remete aos amores impossíveis, fazendo dos apaixonados convictos heróis, como nos romances em filmes. O problema pode ser que este filme não tenha um final feliz como nos de Hollywood, sendo catastrófico para quem sonha com uma união estável e segura. Por outro lado com suas exceções, depois de enfrentar todas as dificuldades e conhecer muitos esconderijos, pode ser que este relacionamento se transforme em uma relação estável. Cada um tem sua consciência e sabe até onde pode ir com seus sentimentos, mas uma coisa não tem como esconder, mais cedo ou mais tarde você terá que encarar a realidade e a todos, seja ela como for!













