domingo, novembro 29, 2009

Inocente Maldade
foto: reprodução
Jovem, bonita, admirada por suas belas curvas, jamais pensou que teria de entrar no bisturi de forma tão repentina. Aparentemente não havia nada de errado em seus seios. Talvez o problema não estivesse neles, mas em sua cabeça dominada por sua ganância, vulnerabilidade, fraqueza e um bocado de má influência. Sentada na clandestina sala de cirurgia, ela aguardava a sua vez, decidida e convencida do que faria. Mal sabia que tomara a pior decisão de sua vida ao lado da pessoa que lhe transmitia aparentemente, a maior segurança do mundo, o seu namorado. Iludida no sonho de gastar todo o seu tempo com viagens, comprando roupas e perfumes caros, porém sem dinheiro suficiente para tal realização, cegamente se deixou levar pela lábia dele, cheia de falsas promessas. Seu amor era intenso, sentia-se totalmente amada e protegida ao seu lado. Após a retaliação do bisturi, o par de seios que daria amor e alimento, perdera a sua função fraterna, para servir aos traficantes e a todo o tráfico organizado. Um desses traficantes era o seu namorado. Ela sabia de tudo, mas mesmo assim o amava e compartilhava de toda aquela vida suja e ilícita. Gostava do perigo, este relacionamento lhe dava um prazer pirado, igualmente às falsas sensações de bem estar e euforia que as drogas proporcionam e que posteriormente te levam para o buraco. Seus seios, a partir daquele momento, passariam a ser o esconderijo perfeito da cocaína, do ecstasy e da maconha. Seu corpo agora estava pronto para servir de transporte dos pós, das pílulas e das ervas. Ela estava a serviço do tráfico. A sua esplendorosa beleza enganara por muitas vezes toda a inteligência da polícia, burlando qualquer fiscalização que aparecesse em seu caminho. A ilegalidade passara longe daquele olhar falsamente imaculado, driblando a todos. Com a droga alojada em seu corpo foi para vários lugares e conheceu todos os destinos onde a mercadoria deveria ser entregue. E como num final clichê para quem leva esse tipo de vida, ele foi morto e ela não tem mais tempo para gastar com suas falsas ilusões. Da cadeia espera a hora de sair e se redimir a todas as vidas que se foram com um dedinho da sua inocente maldade.


terça-feira, outubro 13, 2009

Durante o Expediente

foto:reprodução

Acostumados com uma relação cheia de amor, onde o poder se alternava num jogo de sedução, segredos, carícias e as desavenças habituais que todo casal normal vivencia, eles se deparavam ali, lado a lado, não dividindo apenas a mesma cama, mas a sala de reuniões, os eventos profissionais e as viagens de negócio. Há relação que agüente tudo isso, esse excesso de presença um do outro, até no ambiente de trabalho? Acredite, pois existem relacionamentos que perduram deste modo. Ela se sentia confortável em saber que ele estava presente na sala ao lado e que se batesse aquela saudade, sorrateiramente levaria a ele um impresso qualquer, sem importância alguma, só para matar o desejo de vê-lo. Apenas isso, vê-lo. Nada de beijos e mãos dados pelos corredores da empresa. Como eram sábios e corretos. Vendo os dois trabalhando, com o passar do tempo notava-se que a cumplicidade entre eles só aumentava. Ciúme obsessivo, desses que as mulheres têm, aliados a possessão e curiosidade em controlar telefonemas e emails não caberia naquela relação. Se algum dia for trabalhar com seu marido, livre-se dessas características, ou melhor, livre-se delas independentemente da situação, ou seu casamento estará fadado às ruínas. Quem achava que eles não tinham tempo para sentir saudade um do outro, enganava-se redondamente. Após o expediente voavam para casa e assim como qualquer casal, namoravam, assistiam TV e trocavam suas experiências do dia. Problemas do trabalho eram discutidos no trabalho, problemas de casa, discutidos em casa. Ótimo, pois não há nada mais desagradável que presenciar uma briga de casal, aliás, presenciar qualquer briga acaba por ser uma agressão a nós mesmos. Viva e não se permita presenciá-las. Será melhor! Sem nenhuma fórmula mágica, o amor e a sabedoria andavam juntos naquela relação, assim como toda relação deveria ser, enriquecedora em todos os sentidos.

sexta-feira, setembro 25, 2009

foto:reprodução
Jogo de Desejos

Existem situações que são inevitáveis. Com ela foi assim ao se apaixonar loucamente por aquele homem mais velho que poderia perfeitamente ser seu pai na fila do supermercado ou dirigindo o carro. Seus cabelos grisalhos, exalando sedução, inteligência e experiência de vida, fez com que ela ficasse totalmente atraída por ele. Não mexeu uma palha para tentar esquecer aquele quarentão e de cara encarnou o estilo Lolita do russo Vladimir Nabokov - livro publicado em 1955. Corpo de menina, meio mulher, ela o seduzia com seu olhar inocente, na certeza de que o teria. As mulheres que tem uma caidinha por homens mais velhos na realidade querem estabilidade, segurança afetiva, emocional e porque não material? Na verdade todos nós necessitamos de segurança. Ela queria um homem experiente e o teve. Ele então lhe deu a experiência que tanto queria e em troca recebeu frescor, sonhos e planos, como se tudo na sua vida tivesse voltado no tempo. Ao lado dela se sentia mais forte, potente e útil. Com aquele namoro ele esbanjava vitalidade e divertimento. No quesito a dois ele só tinha uma preocupação, a de lhe proporcionar prazer intenso. Está gostando da idéia? Ela adorava tudo, principalmente as preliminares, quanta criatividade! A maturidade dele era sem dúvida um grande atrativo, até que ela descobriu que com os anos de vida ele também carregava um kit família. Que situação! Ex-mulher e filhos. Levantou então a bandeira branca a seu favor. Dos filhos dele se tornou amiga e foi aceita no território. A ex, fingiu que não existia, pelo menos tentava. O mais inusitado foi quando alguma de suas amigas a perguntou se os filhos dele eram gatinhos. O que ela respondeu? O que conveio no momento, nessas horas não existe regras de etiqueta para serem seguidas. Alguns familiares torceram o nariz para a relação. Então eles ligaram o foda-se e lembraram a todos quem pagava suas contas. Nesse jogo de desejos, vaidade e poder, eles se conquistaram, cada um com seu fascínio.

domingo, setembro 13, 2009

foto: reprodução

Amor sem cor!

Se tivesse vivido séculos passados, com certeza ela seria filha de um barão, desses bem ricos, donos de muitos escravos. Seria também totalmente contra a escravidão e a melhor amiga de Princesa Isabel. Testemunharia a amiga oferecendo-a uma caneta de pena para assinar a Lei Áurea, libertando todos os negros de tamanha crueldade. Pouco importaria com sua nobreza familiar, abriria mão de um casamento armado, imposto por sua família e sem amor, para viver uma grande paixão ao lado de seu príncipe africano. Essa paixão fervorosa com gostinho proibido, descumprindo todas as ordens do pai e da sociedade da época, teria mais forças e resistiria a qualquer obstáculo imposto. Com a efervescência do amor, da liberdade e da igualdade, já no século XXI, ele estava bem ali, não numa senzala, mas na academia, ao lado de uma dama branca. Seus atributos, sua beleza física e aquele seu gingando solto no andar, assim como os de seus ancestrais, a deixava calorosa a espera de seus beijos e carinhos durante a execução dos exercícios. Muitos ali se indagavam, tentando imaginar qual seria o sabor daquele beijo vindo daqueles lábios. Ela sem pudor algum, respondia a todas as perguntas feitas por pensamentos alheios e para os quatro cantos do mundo, que aquele era o melhor beijo que já havia recebido. Formavam um belo casal, afinal de contas, cada um tinha a sua beleza e o mais importante, irradiavam o amor. Ela branca e ele negro. Enganava-se quem enxergava aquele relacionamento inter-racial como uma relação baseada por algum tipo de interesse. Pensar que aquela união só existiria por um possível prestígio social ou dinheiro era sem cogitação. Pensamento mais que ultrapassado! O amor não escolhe cor. Aquele definitivamente era o relacionamento mais puro já visto. Comprovado através dos olhares cúmplices de um para o outro. Da academia eles saiam sempre de mãos dadas, olhares medíocres e preconceituosos tentavam os censurar, comentários maldosos eram sussurrados, mas o melhor era vê-los todos os dias, juntos, se entregando ao amor e no final trocando aquele beijo.

domingo, agosto 02, 2009

Ele fazia parte de uma lista

Todas as mulheres por mais diferentes que aparentam ser umas das outras, acabam por possuir algo em comum, o desejo de um homem que as complete. Mas que homem seria esse? Qualquer um que pudesse completar o vazio, o sentimento ou o profundo desejo feminino. As mulheres desejam e desejam, querem um homem completo. Alguém para lhes esquentar nos dias de frio, jogar conversa fora na madrugada de insônia, ir ao cinema, sair para dançar, lhe dar presentes, abrir a porta do carro, fazer amor muito bem feito, fazê-la rir o dia inteiro, fazê-la sentir a mulher mais linda do mundo e até mesmo agüentar ele fritar seus miolos resmungando que seu time foi para a segunda divisão. Como um homem desses não existe com todas essas características, o jeito é ter todos, uma para cada ocasião, que nem vestido de festa. Chegou a vez das mulheres fazerem dos homens os seus objetos e muitas já os fazem e são, lógico, bem mais discretas que eles, sem deixar se quer um vestígio. Não importa a idade, seja de vinte ou quarenta, solteira ou casada, elas querem se sentir completas. Outro dia ouvi um papo de amizade colorida; sem querer se envolver, ela que tinha acabado um relacionamento, recebia sempre convites para sair, mas acabava recusando. Certo dia acabou cedendo, afinal de contas o pretendente de certo modo a deixava de pernas bambas. Ela se viu nos braços deste homem, deixou de ser romântica, nada de jantares, passeios ou lugares públicos e muito menos telefonemas para perguntar como foi o seu dia. Por outro lado muita energia sobre os lençóis, aquela química louca, pele e cumplicidade. Essa “amizade colorida’’ como dizem, só lhes colocava num grande risco, o de se apaixonarem e envolverem com todo aquele movimento, coisa que poderia facilmente acontecer. Ela jamais imaginou estar com alguém simples e puramente por sexo. Depois deste objeto sexual ela teve vários outros em sua lista, o boyzinho que era o seu troféu para sair, o baladeiro, o que lhe acompanhava em suas viagens, o intelectual para os papos cabeça, o muito gato para ficar horas beijando, dentre outros sem muita lembrança. Assim foram seus relacionamentos, uns fúteis outros nem tanto. Todos nós já tivemos relacionamentos fúteis, e quem nunca teve? Ela foi vivendo assim, da sua lista de homens conseguiu uma proesa, todos em um só. Felizmente encontrou aquele que fazia o serviço completo. Se casaram e ele jamais soube que fazia parte de uma lista de possíveis pretendentes e que um dia seria escolhido para lhe completar.

domingo, julho 26, 2009

Sem Palavras
foto: reprodução
Sinal de “eu te amo’’

Sexta-feira à noite, bar lotado, ela resolve levantar para retocar a maquiagem no banheiro, mas na verdade o que queria mesmo era conferir quem de interessante marcava presença no ambiente. Tenho uma amiga que diz que é geralmente no caminho do toalete que acontecem as grandes surpresas, bom pelo menos para ela é assim. Em sua frente dois caras gesticulando, sinais e mais sinais com as mãos e toda aquela confusão aparentemente armada para chamar a sua atenção. Ela com duas doses de dry martini, entra na brincadeira e começa a gesticular na tentativa de interagir, afinal de contas, os caras eram totalmente atraentes. Poucos segundos, já não entendendo mais nada, ela descobre que na realidade, os dois eram surdos! Tudo explicado e muito complicado agora para o lado dela. Não entendendo quase nada, eis que ele gentilmente tira do bolso o celular e começa a escrever mensagens e mais mensagens para se comunicar com ela. Bendito seja o celular, salva a gente de cada uma! Ela foi gostando da situação e logo foi aprendendo uns sinais, se saindo bem na comunicação. Teve atitude e não criou nenhuma barreira em relação aquela deficiência. Aos poucos foi aprendendo que ao invés de falar no pé do ouvido, deve-se olhar dentro dos olhos e falar pausadamente; que para começar uma conversa, basta tocar levemente em seu braço. E assim foi acontecendo aquela noite e eles adorando toda a situação. A música estava rolando e ela quis saber como é que eles dançavam uma vez que não ouviam o som. Na verdade, eles sentem o som pelas vibrações das pernas e dos pés, e de quebra, dão aquela olhadinha para os que dançam. É de arrepiar! Foi numa dessas olhadinhas que um deles arrancou um super beijo dela. Sem palavras, afinal de contas, naquela situação elas não serviriam para nada, ela retribuiu todo aquele afeto. Tem momentos na vida que valem a pena serem vividos fora do convencional, digo sair do nosso habitual, do que estamos acostumados. Devemos nos permitir experimentar outros “mundos”, conhecer o outro lado da história. Parece muito louco falar de dois mundos, mas é assim que alguns surdos classificam o mundo: os das pessoas que ouvem (os ouvintes como eles classificam) e dos surdos. Vamos fazer com que estes dois mundos se unam, e então trocar experiências, comportamentos e aprendizados. Devemos respeitar todas as formas de comunicação e estar receptivas a elas. Sabe aquela história de que todo amor é cego, surdo e mudo. Pois bem, o dela agora era só surdo!

segunda-feira, junho 22, 2009

foto: reprodução da internet

Casamenteira

Na busca incessante por um marido, ela com seus 25 anos, já começava sua caça pelos arredores da cidade, coitada, sem muita opção. Da sua tia ouviu diversas vezes que marido não se conhecia em balada e sim no acaso, na padaria, no açougue ou escolhendo tomate no mercadinho. Ave Maria! Se tivesse esse pensamento aparentemente limitado nos dias de hoje, talvez não teria seu desejo concretizado. Muito mimada, nunca havia pisado num destes lugares anteriormente, a não ser quando sua mãe viajava e ela depois de muita coragem, concentração e meditação, saia de casa para comprar um congelado no supermercado. Inúmeras foram às vezes que ela, bela no vestido colado, cabelo escovado, unhas feitas e perfume fatal, saía para balada a procura de seu amor. Dessas aventuras, trazia de volta apenas ilusões, junto ao corpo cansado e a maquiagem desfeita, misturados no cheiro insuportável de cigarro, do ambiente fechado. As palavras de sua tia faziam certo sentido. Alguma mulher aí poderia fazer um bem social e compartilhar com as outras, revelando a onde estão os homens que querem se tornar maridos? Provavelmente essa espécie encontra-se na lista dos vivos em extinção e esse segredo por mais amigas que sejam uma das outras, mulher nenhuma compartilha, todas querem o seu e ponto final. Se você foi apresentada ao seu marido por uma amiga, considere-se a minoria nos dados estatísticos. Continuando sua incansável busca, nada de acasos e baladas, ela quis inovar, fisgou seu marido na internet. Irreverente, não? Meio de conhecer outras pessoas e que vem ficando cada vez mais natural, talvez nem tanto para sua avó, a internet ultrapassa qualquer barreira ou alfândega pelo mundo. Das conversas em salas de bate papo, para algo mais íntimo digamos assim, se adicionaram no msn. O namoro virtual começou com intermináveis trocas de fotos, canções, cartas vindas pelo correio para deixar a coisa com um toque romântico, presentes entregues nas datas especiais e muito sexo virtual para agüentar a fissura do tão sonhado primeiro encontro, isso sem falar das diversas noites mal dormidas, quando os apaixonados se revezavam nas madrugadas, tidos como reféns do fuso-horário. Quem diria a internet que surgiu no período da guerra fria para a troca de informações militares, hoje da uma de cupido e facilita um tanto a aproximação das pessoas. O primeiro encontro já aconteceu e mais apaixonados eles estão. Se deram tão bem e tiveram sorte, afinal de contas não é todo dia que uma história virtual atravessa fronteiras e tem um final feliz. Estão programando o casamento que acontecerá aqui no Brasil e com transmissão virtual pela internet para os convidados que estarão do outro lado do mundo. Disso tudo, dêem graças à “santa internet”, continuem agarradas com Santo Antônio, pois pode ser que numa dessas viagens virtuais você descubra qual é o endereço deste homem que quer se casar!

quarta-feira, junho 17, 2009

Esse amor...
foto: reprodução da internet
No final da adolescência, já se transformando em mulher, ela começava a definir seu gosto pelo outro sexo. Segura de si, diferente de suas amigas da mesma idade, ela precocemente voltava todo o seu olhar para os homens que tinham uma idade acima da sua. Achava que os meninos da sua idade não eram maduros o suficiente para entender dos livros que lia, das músicas que ouvia e de outras afinidades que julgava imprescindíveis de serem compartilhadas num relacionamento a dois. De certo modo, seu pensamento era sensato, afinal de contas as meninas amadurecem bem antes que os meninos. Foi levando a vida assim, seus namoros, fazendo suas escolhas, deixando as coisas acontecerem naturalmente, até que o jogo se inverteu. Se viu num beco sem saída ao conhecer um cara oito anos mais novo que ela. Aconteceu! Beijos, encontros, mais beijos, programas, hora com a cara dela, hora com a cara dele e assim foram levando o relacionamento. Nesse namoro ela provou uma nova energia, um novo desejo, misturados com emoções que lhe serviram como um desses chás que lhe prometem a juventude, e que neste caso, prometeu e foi cumprido. E haja juventude! Juntos passaram a fazer tudo com mais intensidade, viajar, praticar esportes, badalarem em festas, isso só comentando o campo social. Ela deixou de lado todo e qualquer tabu que a impedisse de viver esse relacionamento e por mais que tentasse escolher a idade de seu namorado, o amor chegaria sorrateiro para lhe dizer que para amar, não precisa ter idade.

domingo, maio 24, 2009

foto reprodução: Cildo Meireles “Desvio para o vermelho” (Instituo Cultural Inhotim - Minas Gerias)

Dois Novos Amores

Há um mês da programada viagem para a fabulosa London city, ela resolve conhecer seu mais novo grande amor. Resolve não, porque se tivesse que resolver se apaixonar na véspera do embarque, jamais submeteria a este, digamos assim, contratempo amoroso. Justo no momento em que se permitiu sentir livre, longe de todos, sem apego a ninguém, eis que este rápido amor surge, sem ao menos dar a chance de defesa. Depois de médicos, advogados, professores e empresários, diferentes de todos que já teve, com suas palavras doces e seu jeito tranqüilo, às vezes meio aéreo, ela se vê invadida pelo amor de um artista plástico. Tudo muito rápido, assim como as coisas acontecem hoje. Se apaixonou ontem e viajaria amanhã. Foi assim, tão de repente e quando se deu conta, já estava na porta do museu internacional britânico de arte moderna, a Tate Modern. Indicado por quem? Por seu fast lover, claro! Entrando no clima e já enrolando seu inglês, se viu entusiasmada por este amor, querendo respirá-lo, senti-lo bem perto e conhece-lo mais, saber de seus interesses, do que o faz mover. Ela foi então apresentada ao artista plástico Cildo Meireles, ou melhor, pôde conhecer sua mostra que acontecia na Tate. Meireles é considerado um dos mais importantes artistas da nossa cena contemporânea. Ele é um artista brasileiro. Vai me dizer que nunca ouviu falar dele? Tudo bem, está perdoado, ela também não conhecia seu trabalho até então. A mídia não costuma explorar a fundo as artes plásticas em suas pautas, não a privilegia o quanto deveria. O jeito é você ligar o radar e ir em busca desta informação ou se preferir, se apaixonar por um artista plástico. Qual a melhor opção? Não importa, o que importa é que na mostra ela conheceu mais sobre o mundo das artes plásticas, de quem a vive. Nas salas da mostra de Cildo, somos convidados a interagir com seis mil fitas métricas e mil relógios (”Fontes”), na outra com uma torre de rádios sintonizados em estações diversas (”Babel”), ou ainda no quadrado onde você pisa em milhares de moedas, literalmente andando sobre dinheiro (“Mission/Missions”). No Brasil Cildo tem seu trabalho (“Desvio para o vermelho”) exposto no Instituo Cultural Inhotim (Minas Gerias). Ela jamais imaginaria pisar ali, sua intenção mesmo era conhecer todos os pubs londrinos, aqueles famosos inferninhos noturnos. Tudo mudou! Como valeu a pena se apaixonar na véspera daquele embarque. Ela conheceu um novo mundo. Agora, de volta ao Brasil, tem dois novos amores: as artes plásticas e o tal artista plástico. Faça o mesmo, se permita, apaixone-se também e aproveite para vivenciar possibilidades e apreciar coisas novas.

domingo, fevereiro 15, 2009

Amor de Folião
foto: reprodução


O carnaval está aí e o que ela mais quer? Não vê a hora de cair no samba e sentir o som tocar num só ritmo, envolvendo aos poucos seu coração, entregando todo seu corpo para essa batida. Quer mais é se jogar na folia e sentir todo aquele suor vindo de corpos embriagados de paixão e energia. Samba, suor e paixão, combinação perigosa! Que reação isso poderia causar? Amor, essa seria a reação. Um amor de folião, desses que duram apenas quatro dias e o máximo que se pode dizer é que foi bom o tempo que durou, mas que sem dúvida será inesquecível. Todas as fantasias se afloram na multidão carnavalesca, colombinas e mascarados, todos assediando e sendo assediados, brincando de amar e ser amada. E quem não gosta desta brincadeira? Dias e noites são emendados uns nos outros na orgia de seus muitos desejos. Não há tempo para descanso. Vários olhares, múltiplas possibilidades para dois corpos se sentirem únicos na magia do carnaval. E ela se deixa levar com pretensão, assim como todos ali. O carnaval é uma festa louca, para loucos conscientes de que na dura quarta-feira, essa doce ilusão, regada a beijos e serpentina, termina! Descobre então que este amor, que surgiu na empolgação do momento, veio fantasiado e é desmascarado aos berros pela dor do coração, de que tudo acabou e ficou lá, misturado nas cores dos confetes jogados no chão. Saciada de afeto, nunca mais soube desse brevíssimo amor de carnaval, fugaz e disseminado na emoção!

domingo, janeiro 04, 2009

Em 2009 elogie mais!


Quero começar o ano da melhor forma possível. E haja pretensão! Mas quem não quer iniciar o ano cheio de pensamentos bons? Vamos todos então combinar de nos enchermos de energia positiva e realizar a troca delas uns com os outros. A melhor forma de realizar essa troca é através dos elogios. Resolvi que este ano vou elogiar mais. Quero elogiar. Quero soltar em alto e bom tom elogios sinceros, honestos e ditos na hora certa! Isso faz bem e é bom. O elogio bem feito espantada a insegurança e levanta a nossa auto-estima. Preste mais atenção e repare nas pessoas ao seu redor, observe o que elas fazem de melhor e teça seus elogios. Motive-as! Não deixe passar em branco o que deve ser ressaltado de positivo em uma pessoa. Crie o hábito de elogiar, mas sempre com sinceridade, sem ser importuno, pois o efeito pode acabar sendo o contrário. Elogios constroem e transformam as pessoas. Outro dia assistindo a um teatro de rua ao lado de poucas pessoas, pude notar a insegurança do artista pelo pouco público ali presente. No percorrer da intervenção artística, aos poucos mais pessoas se aproximaram, conseqüentemente os aplausos e risos foram se multiplicando. Foi notório o brilho no olhar do ator, este que se sentiu mais confiante e deu o melhor de si naquela apresentação. Assim como os artistas, nós também precisamos de aplausos nas cenas do nosso dia-a-dia. Todos nós temos algo de bonito para ser reconhecido. Então aceite o elogio, nunca o recuse. O Elogio é um presente dado a você. Aceite-o com elegância, agradeça tal ato e se possível retribua-o, desde que não pareça ser falso. Quem já recebeu um elogio sabe o poder que essas palavras ditas possuem. Exercite essa atitude e em 2009 elogie mais!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

O Melhor do Fim de Ano...

foto: reprodução

Final de ano é uma loucura, tudo parece acontecer ao mesmo tempo e tempo para resolver tudo é o que menos temos. Quero comprar tempo. Tem tempo pra vender aí moço? Nessa época começam os preparativos para as festividades e as listas: de presente de natal, do que levar na viagem, o que comprar para comer, beber, lista de quem convidar para a ceia, enfim, tudo tem de estar listado para na faltar. Já incluiu seu presente na lista de natal? Eu já! Corre que ainda dá tempo. O meu na verdade, escolhi quase que de ultima hora. E na lista das coisas que farei no próximo ano, coloquei que pretendo não deixar para resolver qualquer coisa de ultima hora. Prometo tentar! Se bem que o que escolhi valeu a pena ter deixado para ultima hora. Quero o novo livro de Malluh Praxedes intulado “Qualquer Mulher tem um Diário Qualquer”, lançado a pouco para nós. Depois de ler sobre o seu mais recente livro, resolvi jogar no google e descobrir o que esta mulher multi-habilidades faz. Jornalista, poeta, contista, letrista, produtora cultural, artista, admirada e respeitada por muitos. Ela é tudo isso e mais um pouco. Quero descobrir o que essa Malluh tem para contar das mulheres. E é sobre o universo feminino que ela, melhor do que ninguém vem nos contar através de seu livro. Ela escreve assim, do jeito que a gente fala. Assumidamente ousada, já foi procurada pela revista Cláudia, Isto é Minas e ganhou um prêmio na Argentina. Malluh tem muito a dizer sobre as mulheres. Vinda de uma família formada por sete delas: muitas tias, primas, empregadas, lavadeiras, passadeiras, arrumadeiras, babás e afins. Em seus relatos, traduz o íntimo de uma mulher, uma não, várias mulheres facetadas que vivem intensamente seus altos e baixos, suas contradições, seus amores e paixões. Em uma de suas entrevistas, disse que não escreve pensando no julgamento que os leitores farão e sim por realização e satisfação. De tal modo devemos viver assim, livres de julgamentos, realizando todos os nossos sonhos sempre. Através das várias mulheres de Malluh, aprenderemos um pouco com o inesperado feminino. Tive a sorte de descobrir o livro da Malluh e desejo que neste finalzinho de ano você também a descubra. Feliz Natal e boa leitura!

Comemore na linha!
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Como o tempo anda rápido, anda não, ultimamente voa. Já chegamos ao final do ano e junto com ele os convites do mundo corporativo para as festas de confraternização. Festas estas que seu namorado (a), marido ou esposa são convidados a comparecer e que na maioria das vezes não lhe da o direito de levar acompanhante, deixando você de escanteio. Para quem vai a estas festas todo cuidado é pouco na maneira de agir e de se comportar, afinal de contas, no dia seguinte tudo volta ao normal e nem todos na empresa são seus amigos do peito. O que você fez e falou na festa pode ser lembrado durante muito tempo e não vai adiantar nada você suplicar a Deus para a chegada do fim do mundo. É bom ficar atento e longe das bebidas alcoólicas, esta que em doses exageradas te leva a ter atitudes digamos assim, inadequadas para o momento. O clima é de comemoração, mas o ambiente é profissional, não pense então que só porque o paletó e a gravata ficaram em casa, você poderá esquecer a formalidade que teve durante todo o ano. Seja cortez, cumprimente e converse um pouco com todos, nada de ficar falando mal da empresa e muito menos tocar em assuntos do trabalho. Outro comportamento irritante é daquele colega de trabalho que cisma em xavecar todas as secretárias da empresa. Por falar nas secretárias e incluindo todas as mulheres do corporativo, decote é sempre bem vindo e a ala masculina agradece, mas o melhor é esquecê-los nesta ocasião se quiser passar uma boa imagem. Todo cuidado é pouco por onde quer que esteja na festa. Você passa o ano inteiro esperando a oportunidade para fisgar o gatão da gravata azul do outro setor ou a princesinha do terceiro andar e pensa convictamente que dessa festa não passa, que não há oportunidade melhor para consumar tal ato. Pense também que sempre tem alguém lúcido o bastante com uma máquina digital para capturar os “melhores momentos da festa”, em outras palavras, os fragas e vexames. Quer pagar mico, pague junto de seus amigos e nada de ficar dançando performances acrobáticas na perigosa pista de dança. Frases do tipo: “quem fica até o fim da festa não presta” ou “o que os olhos não vêem ninguém comenta” são perfeitas para tal confraternização, faça delas seus mandamentos. Fique o tempo necessário na festa e não cometa nada que possa destruir sua reputação. Mantenha sua postura profissional e aproveite o momento para se aproximar dos colegas de trabalho e até mesmo dos chefes. E se depois de tudo você tiver tido uma atitude inconivente, no dia seguinte peça desculpas, afinal de contas, somos humanos e às vezes erramos. Boas Festas!
Peculiaridades Culturais

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Chega final de ano e aquele clima de férias começa a pairar no ar. Todo mundo nem que seja para emendar o natal e o reveillon, da uma esticadinha pra qualquer canto, para espairecer os pensamentos ou visitar aquela tia que você só encontra em ocasiões festivas familiares. Deixando a visita da tia pra depois, o melhor mesmo é poder escolher o destino de seus sonhos. Já está de malas prontas? Para onde quer que você vá é sempre bom conhecer as peculiaridades da cultura do destino turístico para evitar constrangimentos durante sua viagem. Se seu destino escolhido for à Itália, por exemplo, não encare como uma grosseria se alguém palitar os dentes na sua frente após a refeição. Esta atitude para eles transmite a idéia de que a comida estava saborosa. Mas isso não que dizer que você tenha que fazer a mesma coisa. Vai para Arábia Saudita? Arrote após o almoço e assim demonstrará que ficou satisfeito com o banquete. Será? Na França, te conto que isso não daria muito certo. Em épocas de Fome Zero, deixar resto de comida no prato chega a ser um crime, não se você estiver no Egito. Lá deixar comida no prato simboliza abundância e fartura. Sabe aquele famoso tampinhas nas costas? Cumprimente assim apenas aquele seu amigo que te cumprimenta assim também. Que chato isso! Nos EUA, Japão e em vários países da Europa “os tapinhas” são considerados uma tremenda falta de educação. Aqui no Brasil a partir de agora passa também a ser! Contente com um aperto de mão que já é o suficiente. Se você estiver caminhando pelas tribos do Tibete e alguém lhe mostrar a língua não pense que a pessoa foi mal educada, ela estava apenas te cumprimentando, então retribua e mostre a língua também. Quer ser cortês com os japoneses dando-lhe um presente. Pois bem, presenteie com tudo, menos com um relógio. Lá eles simbolizam a morte. Mas e se for um Rolex? No Oriente Médio não use a tática de sedução cruzando as pernas, assim estará insultando seu pretendente, pelo fato da sola do sapato ser a parte mais baixa do corpo, é considerada por eles a mais suja. Lá também é comum ver homens andando de mãos dadas como sinal de amizade e respeito entre eles. Se essa moda pega aqui! Nunca recuse um cálice de vodka na Rússia. Essa não da pra recusar mesmo. Na Índia não encare as pessoas na rua, isto é visto por eles como uma forma de humilhação. Nada de paquerar nas ruas da Índia ok! No Paquistão, homens e mulheres comem separadamente. Jantar romântico já era. Nas Filipinas não tente ser in chamando a anfitriã de “hostess”, lá a tradução desta palavra é prostituta. No mais aproveite ao máximo suas férias, assim como todo bom brasileiro, você merece esse presente.
CRISE

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Tenho que confessar, estou em crise. Mas que crise? A mesma que você está. Você está em crise, acredite. Não te disseram? O mundo está em crise. É o que dizem as primeiras páginas de todos os jornais do mundo. Essa tal crise é um pouco diferente das que conhecemos por aí. Tem mulher por exemplo, que passa uma crise brava por causa de seu cabelo. Não sabe se deixa ele comprido ou se corta. Se corta, quer logo botar um megahair. Daí vem a outra crise. Fazer mecha ou não, anelar ou alisar. Que crise! Mas a crise que estou falando, é a crise hit do momento, mais famosa que qualquer popstar e corte de cabelo. Essa comentada crise é importada, made in mercado imobiliário americano, com a participação dos bancos. E o que isso tem a ver com a crise da mulher na escolha do corte do cabelo? Bom, não deixa de ser uma crise. Mulher quando está em crise com seu cabelo, sai de baixo. Assim como a moda dos cabelos vai e volta, a crise financeira voltou e tem bastante semelhança com a crise financeira de 1873, época em que Gabrielle Bonheur Chanel, estilista francesa, introduziu na alta moda feminina, o uso dos cabelos curtos. Então, se você ainda tem dúvidas em relação ao seu cabelo, corte-os, mas curtos, seguindo a tendência da crise, assim como fez Danuza Leão. Agora, se ela baseou seu corte na crise, disso eu não sei, mas que ficou um espetáculo, ficou. Uma coisa é fato, essa crise pegou todo mundo que nem epidemia. Não a medicina que te livre desse mal. Previna-se para a situação não piorar. Sentado no consultório, aguardando para ser atendido, um paciente senta ao meu lado e reclama do mercado imobiliário americano. Curioso que não sou, perguntei se ele tinha casa lá. Vai que a amizade se aprofunda e posso passar uns dias por lá. Mas ele disse que não tinha. Continuando o papo, ele também reclamou que as ações da bolsa (não é a Lui Vuitton) estavam caindo buraco abaixo. Perguntei então se ele tinha ações, daí ele respondeu que não. Pra que reclamar então? Disse pra ele fazer que nem um conhecido meu e aproveitar para comprar ações com preços baratinhos que nem liquidação de verão. Vai que amanhã o valor da bolsa sobe e você se torna o mais novo milionário do pedaço. O momento pode ser esse! Essa crise é convidada ilustre de qualquer evento ou ocasião. Ela já está na sua lista de final de ano? Não se esqueça dela! Na palestra de Gustavo Cerbasi, (autor dos livros: Casais inteligentes enriquecem juntos e Investimentos Inteligentes) ela foi assunto discutido logo no início. De tudo que foi dito por ele, uma coisa parece ser otimista, a de que o Brasil sairá mais forte da crise do que entrou. Será? Bom, espero que sim! Espero também que seu cabelo saia mais forte depois de tanto estica e puxa, põe e tira. Oh crise!

O amor é cego, você não!

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Quando amamos, colocamos o ser amado no pedestal, acima de tudo, ao lado dos deuses e livre de todos os defeitos. O amor nos cega, e não há nada que nos guie, que nos mostre o que realmente estamos vivendo. Sua amiga confidente bem que tenta te alertar depois de ouvir relatos de como anda mal seu relacionamento e você mesmo assim, finge não querer enxergar a realidade. Às vezes cai na omissão e na mentira. Mente para você mesma, trava uma batalha com sua própria consciência, confessadamente, inconsciente. Seu lema é amar intensamente, entrar de corpo inteiro nessa paixão e nem se preocupar no que isso pode dar. Então vocês fazem tudo juntos, vão as festas, conhecem lugares, programam viagens e até pensam no futuro. Tudo acontecesse como se fosse à primeira vez, o primeiro beijo, os arrepios, os carinhos e abraços para esquentar do frio. Como a realidade é dura para todo mundo e em suas devidas proporções, lá vem o outro lado da história: atitudes que te incomodam, pensamentos que não batem, ambições diferentes, problemas sexuais, filhos, parentes e uma infinidade de outras coisas que você não estava afim de encarar de frente, agora começam a se tornar uma realidade bem amarga. É exatamente como o ditado diz: “não adianta tampar o sol com a peneira”. Os problemas entre vocês existem e não há como fugir. Assim como o sol ultrapassa a peneira, as incompatibilidades antes esquecidas transpõem suas vidas. Se esconder atrás de um gole de vinho, um gole de vinho não, vários goles, já não resolve mais. Nem o barulho do estouro do champanhe naquela noite maravilhosa que vocês tiveram juntos te faz soltar um sorriso de esperança. Bem que uma voz amiga tentou te avisar. Tudo bem, ela tentou, mas o que seria de você se não tivesse arriscado esse amor? Fez muito bem ter ido em frente, mesmo que o final não tenha sido condizente como nos clássicos românticos. Quando as coisas não vão bem no relacionamento não adianta camuflar o problema. Devemos botar tudo na balança e ver se vale à pena continuar. Deixe de lado o medo de perder aquilo que já acostumou a ter todos os dias. Não se acomode! O mundo está cheio de pessoas interessantes para conhecer e interagir. Para se livrar de vez daquilo que te deixou cega por tempos, chore, chore bastante. Mas apenas uma única vez! Assim limpará tudo de sua alma e de seu coração. Com os olhos limpos, verá que a cada dia, pessoas entram e saem de nossas vidas nos momentos certos. É exatamente assim, basta olhar para os lados e começar tudo de novo, como se fosse à primeira vez.

terça-feira, outubro 14, 2008

Confessa, você acredita em videntes?

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O futuro a Deus pertence. É pode até ser que sim, a não ser que você resolva marcar a primeira consulta com aquela vidente que é a sensação do pedaço, que faz revelações surpreendentes a respeito do que você viverá. Verdadeiras ou não, as videntes são instigantes, despertam a curiosidade, fazendo de muitos seus escravos fiéis, com a insaciável sede de bisbilhotar dia após dia o que lhes espera. Não é de hoje que as pessoas, a maioria delas, mulheres, caem na tentação de querer saber como será seu futuro. Com quem irão casar, quantos filhos terão, se serão ricas, felizes, bem sucedidas e amadas intensamente pelo homem dos seus sonhos. Depois de ouvir tantas previsões da vidente é de praxe compartilhar tudo com as amigas, assunto que rende mais do que qualquer outro. Até aquelas que não acreditam muito, vão fazer sua consulta para dar uma conferida básica no que pode vir acontecer em suas vidas. Vai que a vidente adivinha alguma coisa que preste. E se adivinhar, vai mudar o que? Vou numa vidente, mas quero que ela me conte o próximo número a ser sorteado na Mega Sena. Será que ela me conta? Adivinha pra mim? Quem dera fosse simples assim, ouvir da vidente meia dúzias de palavras e então sair dali, aliviado, deixando todas as dúvidas e incertezas do futuro que minutos atrás nos desnorteava. E se acontecer o contrário? Sair da consulta mística pior do que entrou, com mais dúvidas martelando na cabeça. Essas consultas, para quem leva a coisa a sério mesmo, acabam por limitar as possibilidades em relação ao seu próprio futuro. Vai que seu destino seja composto por vários caminhos a serem percorridos e que numa consulta dessas a tal vidente resolva enfatizar apenas um deles. Seu pensamento ficará tão fixado naquela possibilidade enfatizada, que com o poder da sua mente, aquilo se concretizará e se tornará real de fato. Talvez, pode ser que não se concretize. Daí você terá um único problema: o da ansiedade por ter esperado por aquilo que não aconteceu. Melhor é deixar as coisas acontecerem naturalmente e pensar positivo no que você quer que realmente aconteça. Essa sensação de saber o que irá acontecer é meio sem graça, óbvio demais, previsível e artificial. Faça como o budismo costuma dizer: “o passado já se foi, o futuro ainda não veio, vivendo no presente, sabemos que este é o melhor momento”.

domingo, outubro 12, 2008

Mães, também devem se comportar

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É anunciar uma gravidez, sem nem mesmo a barriga ter apontado e você já ganha o título de mãe. Sim, é um ganho, um presente de Deus, este que nos dita em seus mandamentos, honrá-la por toda sua vida. A boa e velha mãe, talvez nem tão velha, pois o que se vê por aí são mães cada vez mais jovens e inexperientes na educação de seus filhos. Algumas até tirando licença-maternidade ainda no colegial. Velha ou nova será que existe uma mãe ideal? São tantos tipos que ficaria impossível listar todos os estilos de mãe para no final eleger o modelo ideal. A melhor mãe é sem dúvida a sua mãe. Elas são que nem endereço, cada um tem a sua, mesmo estando no céu, guiando e protegendo nossos passos, às vezes desastrosos e meio complicados nesse nosso mundinho cada dia mais louco. Há alguns homens que se sentem como as mães. Querem também ficar “grávidos” junto de suas esposas. Arriscam até um enjôozinho, tem desejos de comer qualquer coisa dificílima de encontrar na madrugada e até tiram uns dias de licença pós parto. Exageros a parte, há certas mães que também precisam de um manual de etiqueta e bons modos para se comportar diante de seus filhos. É cada situação que elas fazem os filhos passar, que Glorinha Kalil até poderia pensar nesse tema para o seu próximo livro: “Mães também devem se comportar”. Falo daquelas mães palpiteiras, que não são convidadas e estão lá enfiando o nariz no lugar errado. Palpite é sempre válido, mas quando solicitado. Então para não ouvir o que não quer, contente em ficar calada em certas ocasiões. Os filhos precisam de liberdade para expressar, sentir e formar uma opinião própria. E se for dizer algo, não diga tudo que está engasgado em sua garganta de uma só vez, poderá ser desastroso e depois a culpa cairá todinha em você. E quando a mãe inventa de ficar escolhendo namorada para o filho. Essa presta, aquela não te dará futuro, ela não gosta de mim, está te fazendo de palhaço e por aí vai. Lembre-se, não é você quem vai namorar, agora é a vez dele! E a mãe que faz o tipo telefonista, não para de ligar um minuto. Quer saber cada passo de seu filho e consegue ser mais habilidosa que detetive profissional. Bendita modernidade que inventaram o celular! Tudo tem limite. Se você não confia em seu filho e precisa ligar para ele o tempo todo é sinal de que a relação entre vocês tem de ser reavaliada. Ao invés do monitoramento por celular pense num diálogo olho no olho. E o tipo de mãe que compete sem pudor algum com a filha? Todo mundo sabe que as mulheres competem instintivamente uma com as outras, seja no vestido mais bonito, no cabelo mais sedoso, no corpo sem celulite e no rosto sem rugas. E lá vem a mãe querendo ser a irmã mais nova da própria filha. Surgem então às comparações de quem é a mais paquerada na rua, quem ganha mais cantada, típica da mãe recém separada que quer provar enquanto ainda pode. E quando ela cisma de namorar o amigo da filha? Graças às cirurgias plásticas, as mães realmente estão cada vez mais rejuvenescidas, o que não lhe da o direito de ser imatura a ponto de uma rixa familiar. Nada contra as mães separadas que buscam um novo amor, mas apelar a ponto de disputar com a filha, isso com certeza não é sensato. É preciso ter discernimento nestas situações, saber diferenciar e se posicionar como mãe, orientar, participar da vida do filho e em momentos certos deixá-lo fazer suas próprias escolhas e acima de tudo aceitá-las. De qualquer forma, mãe é tudo na vida de um filho, sempre faz falta. Cada uma no seu estilo, elas são insubstituíveis com ou sem o manual de comportamento, mesmo, às vezes merecendo um puxão de orelha.

sábado, setembro 20, 2008

Quase que unânime entre nós
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Todos nós somos caracterizados por defeitos e qualidades. Algumas dessas características são mais evidentes que as outras e juntas formam o que somos. Se tivesse que descrever aqui todas as minhas qualidades, num minuto pipocariam milhares delas em minha mente. Tente então encontrar três defeitos seus, ou melhor, três pontos a serem desenvolvidos em você, assim como gostam de falar os psicólogos. Com certeza o tempo gasto para a seleção de nossos defeitos é bem maior em relação à seleção de nossas qualidades. Fiquei mais ou menos uns dois dias no trabalho de listar meus defeitos, mas não foi pela quantidade existente deles o motivo de levar tanto tempo. Foi mesmo pela dificuldade em assumir e encara-los propriamente dito. Isso dói. Às vezes preferimos ficar cegos, surdos, mudos e não revela-los nem a nós mesmos, defeito esse, que todo mundo já conhece. A voz da consciência é dura, mil vezes pior que bronca de mãe e de pai. Mas um defeito, a maioria nós podemos assumir ter, não que os outros não devam ser encarados de frente e não assumidos. Falo da ansiedade. Esse defeito é sim, quase que unânime entre nós. A ansiedade nos faz sentir inseguros no presente e incertos do futuro. E tem aquele que sempre solta a frase: “Viva o hoje, sinta o momento e ligue o foda-se”. Desculpe a expressão, mas é isso mesmo. Se fosse fácil agir assim, resolveríamos de letra e eliminaríamos esse tal defeito de vez. Sem chance! Defeitos não são descartados facilmente, leva um pouco de tempo. E é nesse espaço de tempo que pensamentos catastróficos invadem nossas mentes. Imaginamos que tudo vai dar errado e conspirar contra nós. Algo bem pessimista, outro defeito que nos ronda. Existem algumas mulheres, que mal conhecem um homem e já começam com o discurso. Será que ele vai me ligar? Vai me pedir em namoro? Vai dar certo? Pare um pouco de pensar no futuro. O grande problema das pessoas ansiosas é o sofrimento de véspera. Dê o perdido na ansiedade. Ao invés de sofrer imaginando que o pior está por vir, pense o contrário. Pense positivo e não dê uma importância exagerada para as coisas. Não digo para vocês se transformarem em irresponsáveis, mas para deixarem as coisas acontecerem naturalmente. E se de tudo não der certo, ria, ria muito. Ridicularize seus medos e seus pensamentos negativos, assim verá o quanto eles são insignificantes e o quanto faz bem rir.

sábado, setembro 06, 2008

Vale a pena namorar escondido?

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Nada é mais envolvente que o início de um namoro. Período em que os apaixonados estão se conhecendo, experimentando e descobrindo sensações. Querem estar juntos o tempo todo. Onde a conversa acontece olho no olho e qualquer carinho ou palavra sussurrada no ouvido, provoca devastadores arrepios. Cada casal tem seu jeito de namorar, seus sonhos a realizar, suas regras, o que pode no relacionamento, o que não pode e assim vão se entendendo e construindo suas histórias. Mas o que fazer quando este namoro, tão cúmplice e verdadeiro tem de ser às escondidas? Vale a pena namorar escondido? Se vale, só vivendo esse amor. Ter flexibilidade e abrir mão de determinadas situações são imprescindíveis. Perder a festa de formatura, ter seu nome trocado na agenda do celular para não dar bandeira, ficar só sábado à noite por causa de uma festa da família, não conhecer a sogra, opa! essa até que compensa de abrir mão. Mas a verdade é que muitos casais por diversas circunstâncias acabam não tendo escolhas e mantêm suas relações como preciosos segredos, jamais revelados. Diversas são as razões que levam uma pessoa a esconder o namoro, seja pelo fato da família ser contra, preconceito pela cor da pele, idade, classe social e até por um dos parceiros já possuir uma família formada anteriormente. Há quem diga que namorar escondido é bem melhor, mais divertido por causa do perigo. Fica mais picante, digamos assim. Namorar as escondidas remete aos amores impossíveis, fazendo dos apaixonados convictos heróis, como nos romances em filmes. O problema pode ser que este filme não tenha um final feliz como nos de Hollywood, sendo catastrófico para quem sonha com uma união estável e segura. Por outro lado com suas exceções, depois de enfrentar todas as dificuldades e conhecer muitos esconderijos, pode ser que este relacionamento se transforme em uma relação estável. Cada um tem sua consciência e sabe até onde pode ir com seus sentimentos, mas uma coisa não tem como esconder, mais cedo ou mais tarde você terá que encarar a realidade e a todos, seja ela como for!