segunda-feira, junho 22, 2009

foto: reprodução da internet

Casamenteira

Na busca incessante por um marido, ela com seus 25 anos, já começava sua caça pelos arredores da cidade, coitada, sem muita opção. Da sua tia ouviu diversas vezes que marido não se conhecia em balada e sim no acaso, na padaria, no açougue ou escolhendo tomate no mercadinho. Ave Maria! Se tivesse esse pensamento aparentemente limitado nos dias de hoje, talvez não teria seu desejo concretizado. Muito mimada, nunca havia pisado num destes lugares anteriormente, a não ser quando sua mãe viajava e ela depois de muita coragem, concentração e meditação, saia de casa para comprar um congelado no supermercado. Inúmeras foram às vezes que ela, bela no vestido colado, cabelo escovado, unhas feitas e perfume fatal, saía para balada a procura de seu amor. Dessas aventuras, trazia de volta apenas ilusões, junto ao corpo cansado e a maquiagem desfeita, misturados no cheiro insuportável de cigarro, do ambiente fechado. As palavras de sua tia faziam certo sentido. Alguma mulher aí poderia fazer um bem social e compartilhar com as outras, revelando a onde estão os homens que querem se tornar maridos? Provavelmente essa espécie encontra-se na lista dos vivos em extinção e esse segredo por mais amigas que sejam uma das outras, mulher nenhuma compartilha, todas querem o seu e ponto final. Se você foi apresentada ao seu marido por uma amiga, considere-se a minoria nos dados estatísticos. Continuando sua incansável busca, nada de acasos e baladas, ela quis inovar, fisgou seu marido na internet. Irreverente, não? Meio de conhecer outras pessoas e que vem ficando cada vez mais natural, talvez nem tanto para sua avó, a internet ultrapassa qualquer barreira ou alfândega pelo mundo. Das conversas em salas de bate papo, para algo mais íntimo digamos assim, se adicionaram no msn. O namoro virtual começou com intermináveis trocas de fotos, canções, cartas vindas pelo correio para deixar a coisa com um toque romântico, presentes entregues nas datas especiais e muito sexo virtual para agüentar a fissura do tão sonhado primeiro encontro, isso sem falar das diversas noites mal dormidas, quando os apaixonados se revezavam nas madrugadas, tidos como reféns do fuso-horário. Quem diria a internet que surgiu no período da guerra fria para a troca de informações militares, hoje da uma de cupido e facilita um tanto a aproximação das pessoas. O primeiro encontro já aconteceu e mais apaixonados eles estão. Se deram tão bem e tiveram sorte, afinal de contas não é todo dia que uma história virtual atravessa fronteiras e tem um final feliz. Estão programando o casamento que acontecerá aqui no Brasil e com transmissão virtual pela internet para os convidados que estarão do outro lado do mundo. Disso tudo, dêem graças à “santa internet”, continuem agarradas com Santo Antônio, pois pode ser que numa dessas viagens virtuais você descubra qual é o endereço deste homem que quer se casar!

2 comentários:

Maíra disse...

Boaaa!Internet é realmente uma ótima opção. =D

Alaíde Sales disse...

Conheci o meu marido em frente a uma igreja, acho q é por isso q nunca chegamos ao altar, e já se fazem 19 anos de convivencia, e também não tenho mais nenhuma intenção de chegar até lá, afinal de contas altar foi feito só para santos né... beijos